domingo, 22 de abril de 2007

Paixão

Com você aprendi a olhar a Lua
E a observar as estrelas
Aprendi que não são belas somente
Por serem belas
Coitados dos que olham tão friamente
Ou não vêem significado algum nelas
Porque um dia meu céu era vazio
Não tinha estrelas, não tinha Lua

Quando foi você o cometa que passou
Iluminando meu céu e me fazendo entender
Que a Lua e as estrelas são belas
Assim como é belo tudo no que há paixão
E pela primeira vez senti
E o universo todo fazia sentido
Um sentido incompreensível
De um sentido sentimental

E se hoje não há mais Lua nem estrelas
Admiro o Sol que não me permite ver
Mas que aquece meu coração
Ainda que tão distante
Os raios desse Sol são a esperança
Que me fazem esperar
Pelo céu onde as estrelas e a Lua
Não se esconderão jamais

Porque é este mesmo céu
Por onde você, o cometa
Passará diversas vezes e o iluminará
Belo como a paixão
Que de tempos em tempos
Se faz esconder e ofusca a alma
E ressurge novamente
E renova um amor



segunda-feira, 16 de abril de 2007

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Batismo

O analista de sistemas e a programadora foram batizar a filha. Surgiu uma dúvida no escrivão:
- Mas o nome da menina é com "H" ou com "E"?
- Nenhum dos dois! - respondeu o pai nerd.
- Os senhor pode soletrá-lo, por favor?
- R-O-O-T!


Páscoa

- Você viu que uns dias atrás acharam uma larva de mosca dentro de um ovo de páscoa?
- Sério?
- É! Deu no jornal que a menina abriu o ovo e, quando foi comer, viu uma larvinha lá dentro.
- Credo! Ainda bem que eu não olho pro chocolate antes de comer!


terça-feira, 10 de abril de 2007

Cebola

Um casal apaixonado,
Um jantar à luz de velas.
Ela preparou o cardápio,
Ele decorou a sala.
Ela adora cebola,
Ele não.
Ela não pudera adivinhar,
Ele deu toda cebola dele para ela.
Que gentileza,
Que romântico.


quarta-feira, 28 de março de 2007

Filosofia

Roberto era oportunista, gostava de levar vantagem em tudo. Uma vez, estava numa aula de filosofia quando o professor parou uma explicação para que os alunos pensassem a respeito do assunto. Roberto iniciou a conversa com o professor:
- É este o livro didático, professor?
- Sim, é esse.
- Posso dar um olhada?
- Claro, fique à vontade.
- Hmmm...
- ...
- Gostei. É possível fotocopiar o livro?
- Sim, mas tem um porém: o livro tem por volta de 350 páginas; você gastaria R$35,00 para copiá-lo e o preço dele é por volta dos R$25,00. Tem que ver o que compensa, né?
- É verdade. Obrigado, professor. Estou perguntando porque cheguei meio atrasado, não consegui pegar todos esses detalhes.
- Sem problemas.
- A propósito, qual é seu nome, mesmo?
O professor aponta o próprio nome no livro deixado na mesa por Roberto segundos atrás. Roberto filosofa sobre o assunto daquela aula até hoje.


terça-feira, 27 de março de 2007

e-mail

- Cara, então, me passe seu e-mail.
- Ah, é meu sobrenome: gelumbauskas, arroba...
- Você tá falando sério que é seu sobrenome?
- Claro.
- Não, mas... não é possível...
- Por quê?
- Cara, me empreste seu RG.
- Ah, tudo bem, tá aqui.
- Nossa! E não é que é mesmo?
- Ué! O que você achou que era?
- Ah, sei lá... achei que você era um cara super-criativo!


sábado, 24 de março de 2007

O último momento

180 km/h na estrada: nunca fui tão irresponsável... Tudo bem, isso não vai me atrapalhar mais mesmo. O pôr-do-sol está lindo, pelo menos um dia bonito pra esse desfecho.
É, meu grande amigo, a gente correu muito juntos, hein? Na maioria das vezes, você que ouviu meu choro, sozinho... Mas infelizmente, nem a velocidade consegue mais me alegrar: não consigo mais deixar os problemas pra trás. Aposto que quem te achar aqui nessa montanha, vai gostar de te adotar! Um carrão, né?! Até mais, meu amigo...
Será que estou fazendo a coisa certa ou devo voltar atrás? Não, não posso. Já sofri demais; se continuar, vou continuar sofrendo. Já está decidido. Essa montanha, essa ponte, esse abismo... preciso olhar mais uma vez pra tudo isso. Como um lugar tão bonito assim pode me trazer tantas recordações ruins? Por que todas essas vezes que estava mal, vim pra esse lugar?
Vai ver que é porque eu lembro de você, que você viajaria comigo pra lugares assim. Meu amor, como sinto sua falta. Meu coração sempre dispara quando penso nisso... eu te amo tanto ainda. Só existe uma coisa pior do que vivermos em mundos separados: vivermos no mesmo mundo sem que eu consiga estar ao seu lado.
Mãe, irmã, meus amigos, me perdoem os que gostam de mim. Deve ter uma meia dúzia... Pode parecer egoísmo, mas talvez algum de vocês deve entender como me sinto. Não há nada pior... desculpem-me mais uma vez, mas não agüento mais.
A hora chegou... que medo. Mas nada deve ser pior do que o que vivo hoje. Coragem... coragem... agora...
_____________________________

Ah!!! Como é rápido!!! Que falta de ar!!! Eu quero gritar!!! Não consigo!!! Eu quero me segurar!!! Não!!! Calma!!! Calma... não... não preciso me segurar... o tempo já passa devagar... estou caindo... mas eu posso voar... É engraçado como tenho consciência desta insanidade em minha mente...
Só consigo me lembrar de você agora... eu queria muito mesmo voar com você. Como sinto sua falta, como sinto saudade... do seu sorriso, motivo pelo qual um dia já fui feliz, completo. Mas eu estarei por perto, mais conformado por saber que é impossível te tocar por causa das leis do universo e não por causa de nós mesmos.
Nossa! Dá pra ver a ponte se distanciando. As rochas, a terra do lado desse penhasco também. Tão rápido, mas eu consigo ver tudo. Céu... eu acho que vou pro céu... Apesar de mais longe, mais perto... Sou passageiro, já não controlo meu destino. Estou chegando... só preciso de mais esse segundo, só preciso dizer que te amo.
Eu te amo. Te amo demais.
Pronto. Que alívio... hora de descans

segunda-feira, 19 de março de 2007

Verão

Dois garotões passeiam em Porto Seguro num belo e típico dia baiano. Um deles:
- Muito massa aquela mina, hein?
O outro concorda com a cabeça. Alguns segundos depois, a "mina" vem até o que falou e lhe dá um tapa na cara.
Moral da história: "a ação alheia é derivada dos termos utilizados: nunca se sabe quando se encontrará uma física pela frente."

quarta-feira, 14 de março de 2007

Amor incondicional

- É aniversário dela amanhã. Acho que mandarei alguma coisa, mesmo que não nos falemos mais. Eu não conseguiria encará-la... iria fazer muito mal pra mim.
- Eu entendo.
- Mas vou fazer isso, não é porque tenho esperanças de voltar ao que era. É porque simplesmente eu gosto dela... não sonho nada, não espero nada... eu simplesmente... gosto.
- Engraçado como é o ser humano: por mais que cortemos de uma vez uma cordialidade, não significa que os sentimentos seguirão o mesmo caminho.
- Pois é... uma vez, falaram pra mim que não tenho mais jeito. E uma coisa que eu não queria admitir, que escondia de mim mesmo se revelou diante dos meus olhos: que eu iria esperar por ela a minha vida toda.
- Eu posso ver nos seus olhos. Pode ter sua vida normalmente, chegar até a amar alguém, mas é por ela que sua vida continuará existindo...
- Sabe, por mais que isso pareça algo tão besta comparado ao nosso ceticismo, eu acredito, sim, em outras vidas. E acho que um dia a encontrarei de novo. Não digo que ficaremos juntos, mas estarei perto. E continuarei a amando com tudo o que queima dentro de mim.
- Existem pessoas que exaltam a tristeza. Bem, eu mesma sou uma delas. Por que será que fazemos isso se a busca de qualquer ser humano ser humano é a felicidade?
- É que nos identificamos. Porque é nessa tristeza que buscamos a felicidade. É nessa felicidade que está a nossa "completude". Naquela época, eu não me sentia triste: eu já fui completo.
- Ainda que triste, você devia se sentir especial por isso. Porque existem tantas pessoas que passaram pelo mundo e não sentiram o que você sente. Você pode dizer que amou de verdade alguém.
- Ainda amo. E já faz tanto tempo...
- Amor incondicional.

terça-feira, 13 de março de 2007

Conversa de Malandro

- E aí, mano? Sussa?
- Sussa... Só numas parada aí...
- Também, só numas parada...
- Só fritando, então?
- Mano, cê nem acredita... umas fritadas na Maria...
- Maria? A Maria? Que anda com a gente?
- É...
- Do terceiro ano?
- É!
- A do maluco boa-pinta, lá?!
- É!
- Maria da Silva?!?!
- É, mano!!!
- Putz, que fita louca, hein?
- Pois é...
- Malaaaaandro... a fita do ano...

segunda-feira, 12 de março de 2007

Fisicologia: Uma visão geral

A fisicologia surgiu em meados de 2007 e é o ramo da Astrologia que tem conquistado mais pessoas que seguem o meio pela grande certeza que ela impõe sobre as previsões de vida. Como a maior parte das ciências astrológicas, a fisicologia também se utiliza da astronomia como base para sua formação, embora de uma maneira muito menos mística: totalmente fundamentada matematicamente, grandes e complexos cálculos são realizados para que se obtenha com exatidão a interpretação para os fatos que ocorrerão no futuro. Em razão disso, os fisicólogos, como são chamados os profissionais da fisicologia, podem aconselhar melhor seus clientes e sugerir estratégias de como lidar com problemas pessoais com chance máxima de sucesso.
As consultas são sempre feitas diante dos livros de astronomia para que, entre imagens de luas, planetas e estrelas, os fisicólogos possam escolher um modelo matemático que simule a situação atual de seus pacientes e possam calcular, a partir de tal modelo, a resolução de grandes problemas. Não é só isso: no meio dos cálculos, ainda é possível definir o que são chamadas de constantes cosmológicas (uma alusão à constante definida por Einstein em seus trabalhos sobre relatividade, recebe esse nome por causa da relação com a astronomia) para traçar um caminho mais apropriado de resolução que deverá ser praticada pelo paciente na vida real. Em outras palavras, o fisicólogo tem o poder de forçar o acontecimento de um fato se tudo o que ele calcular for seguido à risca.
Por todas essas razões é que a fisicologia está deixando de ser somente um ramo da astrologia para se glorificar como ciência.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Black...

- Cara, minha irmã anda ouvindo uns "Black"...
- "Black Metal" ou "Black Music"?
- "Black Music"...
- Nossa!!! Precisamos exorcizá-la!!!

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Escala de graduação de qualidade - Capítulo Histórico

HISTÓRIA

A escala de graduação de qualidade vem sendo formada há tempos. Durante a longa jornada até sua forma final, houve diversas modificações, muitos termos foram incluídos e retirados, muitas tentativas de se obter os melhores verbetes já foram pensadas. Interessante é passear por esse "arquivo" e descobrir esta poética e literária história.

No começo de sua formação, o verbete r0x dominava a qualificação de coisas boas juntamente com o rules, também comumente usado na língua inglesa para expressar a mesma coisa. Houve ainda um concorrente nessa época: o sends; dizer "it sends!" era a mesma coisa que dizer "isso manda!" (sim, um trocadilho muito infame). No entanto, eles começaram a ser deixados de lado e somente o r0x sobreviveu.

Anos-luz após isso, já formada a escala musical, houve uma tendência de ramificação entre os estilos/adjetivos.
Tentou-se dividir, por exemplo, o R0X: surgiriam os novos industrialz, alternativez, classix, nacionalz, emoz, punx...
Ou então, dividir o MetalZ: surgiriam os powerz, blax, deathz, folx, melodix, traditionalz, newz, trashz, symphonix...
Indo ainda mais além, imagine a divisão do ClassicalZ: renascentistz, barrox, romantix, post-romantix, modernz, comtemporaryz...
Felizmente, a tentativa foi frustrada. Imagine: new metal, emo-core, rock industrial, todos eles suX! E como algo que é subdivisão de MetalZ ou R0X pode suckar? Há estilos de Pop ou de Heavy-Metal que Classicaleam, bem como estilos que suckam.
Enfim, manteve-se a escala sem ramificações e mantendo a generalidade de cada estilo: Música Clássica geralmente ClassicalZ, Heavy-Metal geralmente MetalZ, Rock R0X, Pop popz e assim por diante.

Por último, foi pensada numa nova escala que graduasse tudo o que havia de bom para pagodeiros e afins. Inicialmente, pensou-se que seria como a escala musical de forma invertida. Entretanto, novos termos poderiam ser colocados como sinônimos de coisas "boas". Surgiriam verbetes como forroz, rapz ou lambadaz... Soa estranho mesmo pensar em algo como "isso salsaz!".
Esta escala nunca fora criada após tais reflexões. Nem é preciso dizer por quê.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Keanu Reeves

Há muito tempo, saíamos eu e um dos meus melhores amigos do cinema após rirmos bastante das caretas de Jim Carrey. Num dos escuros corredores, ele foi abordado por uma namorada de um amigo dele que o reconheceu no meio de tantas pessoas. Infelizmente, não me recordo nem da face nem do nome dela; se um dia a reencontrei depois, passei direto... (Desculpe-me se um dia ler isso, mas minha memória é muito limitada.)
Recordo-me que era bem extrovertida e engraçada e que, embora eu e meu amigo fôssemos muito tímidos, a conversa havia sido muito agradável até a hora da despedida numa estação do metrô quando ela deveria seguir em sentido oposto ao nosso.
Foi quando eu ouvi uma das coisas mais inusitadas de minha vida, se não a mais:
- Nossa... já te disseram que você parece o Keanu Reeves?
- Não...
Pior... ainda complementou:
- Tá vendo? Agora você já sabe! Pode sair pegando todas as menininhas por aí!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

A Terra do Nunca

A Terra do Nunca é vista de diversas formas num mesmo lugar, é onde universos paralelos se cruzam: você pode escorregar em gigantes claves-tobogãs brincando com as notas que flutuam sobre ele ou se banhar numa piscina de tintas esparramando cores pra todos os lados e deixando tudo como um grande quadro de arte abstrata. Cada um pode olhar da sua forma, olhar pela forma de quem está perto, vivenciar momentos com duas visões ao mesmo tempo: é o que chamam de compartilhar os mundos.
Na minha Terra do Nunca, o céu tem todas as cores no amanhecer e no pôr-do-sol: começa no vermelho, passa pelo amarelo e quando o azul escurece, quase roxo, volta a ser vermelho novamente; tem um céu azul clarinho, como nos dias ensolarados de inverno: olhando para o mar, não se sabe onde começa um e onde termina o outro; tem um céu com nuvens bem pequenininhas, todas juntinhas, como flocos de algodão que alguém foi derramando enquanto passeava por ele.
A Terra do Nunca é um lugar onde anjos e bestas, deuses e demônios convivem harmonicamente. Uma terra de sonhos reais, de realidade em fantasia. Onde é possível enxergar fadas e gnomos, brincar de magia...
A Terra do Nunca é um lugar onde humanos não precisam agredir seus corpos para serem bonitos, não precisam de drogas para se sentirem bem, não machucam uns aos outros por verem diferente o mesmo mundo; é um paraíso que não precisa ser chato por terem anjos e harpas, que não precisa ser o inferno pra que existam nossas diversões.
A Terra do Nunca é onde ela própria não recebe esse nome, é onde existe amor eterno e ele não divide e nem separa as pessoas.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Escala de graduação de qualidade - capítulo aportuguesação

ETIMOLOGIA

Como é possível perceber, a escala de graduação de qualidade veio passando por diversas modificações para atender as necessidades de expressão cada vez mais adequadamente.
Algumas vezes, um problema no qual a escala esbarrava era o do conhecimento básico da língua inglesa para que se começasse a enteder o que era dito. Por esta razão, a aportuguesação da escala foi criada para que ela pudesse abranger uma gama maior de pessoas dentro do Brasil. Vejam só: uma preocupação social.
A aportuguesação surgiu na "verbificação" em português de cada adjetivo da escala musical (note que os precursores R0X e suX são verbos ingleses adjetificados).

ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA

Para se entender o espírito de como usar tais novos verbos, usemos primeiramente exemplos:

Exemplo 1:
- Você viu o que o cara fez?!
- Sim! Aquilo Rockeou!

Exemplo 2:
- Tem certeza que quer fazer isso?
- Claro! MetaLeará!
- Eu acho que vai suckar fortemente!

A seguir, estão listados os verbos derivados da escala já aportuguesados e seus radicais:

Classicalear - Classicale
Metalear - Metale
Rockear - Rocke
popar - pop
suckar* - suck*
pagodear - pagode
funkar* - funk*

Conhecidos os verbos e sendo todos eles regulares, é só conjugá-los da mesma maneira que qualquer verbo na língua portuguesa, como no exemplo a seguir no tempo Presente do modo Indicativo.

Eu Rockeo - popo
Tu Rockeas - popas
Ele Rockea - popa
Nós Rockeamos - popamos
Vós Rockeais - popais
Eles Rockeam - popam

Ainda é possível usar a aportuguesação para a escala na forma 1984. Veja:

- Plus-r0x r0x?
- Não!!! Plus-r0x plus-rockea, ué?!

* O som obedece ao "u" da língua portuguesa.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Balada japa

- Hey, então, vai ter uma balada japa nesse fim-de-semana! Quer ir?
- Bem, apesar de gostar de japonesas, não gosto muito de balada...
- Ah vamos! Ow, cada japonesinha, de saínha aqui! ó... ó...
- Vamos ver.
- Uma vez me mostraram umas fotos dessas baladas japas.
- Mas e aí, é legal?
- Bem, só tem japa!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Como voltar no tempo

- Então, estamos sendo atravessados por uma chuva de neutrinos a todo momento.
- Mas como atravessados? A gente pode ter câncer por causa disso?
- Não, mas é que eles tem uma velocidade muito grande. Por exemplo, a velocidade dos neutrinos no vácuo supera a velocidade da luz na água!
- Nossa... mas pera aí!
- Que foi?
- Você disse que a velocidade dos neutrinos pode superar a da luz, certo?
- Certo.
- E, teoricamente, pra voltarmos no tempo, precisamos superar a velocidade da luz, certo?
- Certo.
- Então, é fácil! A gente pode encher o universo inteiro de água!
- Ah sim! Como nunca pensamos nisso antes?!